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Escola e Cia.de dança oferecem perspectiva profissional para bailarinos com deficiência e mães

Professora Keyla Ferrari realiza sonhos e desenvolve trabalho que une mães e filhos com deficiência 

As deficiências física, motora e intelectual somem aos olhos dos espectadores quando jovens, que as apresentam, demonstram no palco os resultados de um trabalho de muita dedicação e conquista, que é particular de cada um. Assim é a escola e a Companhia de Dança Humaniza, que tem em seu elenco bailarinos com e sem deficiências e mães especiais. Juntos, eles provam que não há limites para arte da dança. 

As aulas são ministradas pela bailarina e professora Keyla Ferrari, que há 20 anos dedica-se à pesquisa da dança e movimentos de pessoas com deficiência. Keyla abandonou a carreira de bailarina para ensinar crianças e adultos com e sem deficiência a dançar. Aos 17 anos de idade, começou então a se apresentar em asilos, orfanatos e instituições de pessoas com deficiência, onde diz ter recebido os aplausos mais sinceros e verdadeiros de sua vida. Numa destas apresentações, crianças com deficiência intelectual não se contentaram em olhar e mostraram que queriam e podiam dançar também. “Foi neste momento que eu decidi me dedicar a ensinar coreografias às pessoas com deficiência, sejam elas físicas motoras, intelectuais ou sensoriais”, conta a bailarina.

Alguns dos alunos de Keyla começaram na dança ainda quando criança e hoje, adolescentes, mostram nos palcos todo aprendizado e sensibilidade artística desenvolvidos ao longo dos anos. É o caso de Beatriz Naomi Mizumoto, portadora da Síndrome de Down, que começou aos seis anos a ter aulas de dança com Keyla e hoje, aos 15 anos, dança com leveza e graciosidade a música Beatriz, de Chico Buarque, acompanhada de seu partner .

A escola é uma porta de entrada para uma vivência artística e está aberta a todos os interessados em uma transformação que começa na sala de ensaio e chega até o cotidiano das famílias. “Giuliano era bastante fechado, não era de abraçar, sempre muito tímido. A convivência com os amigos daqui, através da dança, mudou isso. Hoje ele abraça, sorri. Partiu daqui esta mudança. ”, afirma Cleusa Ferrer (54), mãe de Giuliano Ferrer Piccolo (17).

Cia Humaniza

Além da escola de dança, Keyla Ferrari mantém com Vicente Pironti, ( diretor da Humaniza-Agencia Internacional de Desenvolvimento Humanitário)  desde 2012, uma companhia, a Cia.  de Dança Humaniza, neste projeto,  bailarinos com deficiência, mães e filhos redescobrem-se por meio da dança, dos movimentos e do processo criativo. Neste campo, a plena interação entre pessoas com sem deficiência tem muito a ensinar à nossa convivência diária em sociedade. Além do trabalho artístico, a Companhia de Dança Humaniza envolve as famílias, que ajudam nas produções. Vários alunos de Keyla começaram ainda criança e hoje integram a Cia. Humaniza.

A Companhia possui o reconhecimento do Conselho Internacional de Dança da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura ( CID Unesco).  Para difundir este trabalho e por conta do sucesso e credibilidade Keyla viaja para Europa todos os anos para dar cursos de dança e formação para educadores. O objetivo da coordenadora do projeto e do diretor Vicente Pironti é oferecer aos integrantes da Cia. Humaniza condições profissionais para continuidade do trabalho, com remuneração para ensaios, apresentações e recursos para a montagem de novos espetáculos.

Atualmente, a companhia é formada por dez integrantes, entre atores, mães e pessoas com deficiência.

 

Perfil dos principais integrantes da Cia Humaniza

 

Maria Cristina Masson Silva é mãe de Aryane Cristina Masson Silva (22), jovem com Síndrome de Down, que começou as aulas de dança com Keyla aos 12 anos. Cristina  depois que viu a felicidade da filha e as conquistas  obtidas através da dança começou a se esforçar e hoje integra a Cia. Humaniza. Aryane melhorou sua concentração e diminuiu a timidez depois que começou a dançar. Hoje ela é profissional e ajuda seus colegas de dança.

Rosemary Aparecida Longo Longo (54) tornou-se deficiente ao sofrer um acidente aos 17 anos, sofrendo uma lesão parcialmente neurológica que comprometeu movimentos e funções. Há seis anos ela vem trabalhando com Keyla explorando coreografias com a cadeira de rodas. Ela conta que descobriu na dança um processo de autoconhecimento que é permitido a todos, sejam as pessoas portadoras de deficiência ou não.

Claudia Regina de Lucca e Regina Célia de Lucca Claudia é bailarina portadora de mielomielingocele e Regina sua mãe é sua fiel parceira de dança juntas elas realizam apresentações por todo país.

 

Isis Maria Ramos de Almeida-  É pedagoga possui deficiência física motora mãe de Clara de 02 anos. isis faz aulas de dança já está acostumando sua pequena bailarina com a musica para estarem juntas no palco.

Histórias que inspiram

Além do trabalho de inclusão através da dança, Keyla Ferrai possui diversos livros infanto-juvenis lançados, todos baseados em histórias reais vividas pelos seus alunos, como O Giro da BailarinaA Casa AmarelaUm Menino Genial e João -O Palhaço Coração e O Jardim das Flores Douradas. 

E também o livro acadêmico " Um Encontro pela Dança" resultado de sua dissertação de mestrado.

 

Sobre o CID UNESCO : O conselho Internacional da Dança da UNESCO CID  abriu no mês de Novembro a sessão Campinas presidida por Keyla Ferrari Lopes e Vicente Pironti  contando atualmente com uma equipe de 21 membros artistas e bailarinos cuja missão é difundir e realizar ações de  dança por todo país

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

Para fazer contato com a Cia. Humaniza

19 -9 98522829 ou 19-9 81660664  email: keylafe@gmail.com ou keylaferrari@humaniza.com.br  ou pironti@humaniza.com.br