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Projeto leva música às crianças do Parque Oziel

As crianças do Parque Oziel/Monte Cristo estão aprendendo música com experientes músicos e produtores, na Associação Douglas Andreani. É o Projeto Escola Orquestra Inclusiva de Música, que tem como objetivo formando formar empreendedores sociais na comunidade. Além de ensinar, a ideia é fortalecer os grupos musicais locais e criar novas perspectivas artísticas e de geração de renda para os moradores.

Os primeiros contatos com a música são feitos por meio de um plano pedagógico baseado em três eixos: ética (formação de valores) e estética (que engloba beleza e entendimento, incluindo atividades de matemática, filosofia e meio-ambiente).

Os instrumentos são caseiros, construídos a partir de materiais recicláveis, como latinhas de refrigerantes, papéis e o conceito artístico relacionado diretamente à água. Tudo isso criado pelas crianças em trabalho coletivo com os familiares e adultos da comunidade.

A iniciativa nasceu graças à parceria entre a Associação Douglas Andreani, que administra outras quatro unidades de educação infantil em Campinas, e a Humaniza - Empresa de Desenvolvimento Social -, que possui como princípio de atuação a transformação cultural e a humanização da sociedade para a geração de desenvolvimento social.

No Parque Oziel/Monte Cristo, o projeto envolve inicialmente 210 crianças, de 5 e 6 anos e começa a receber colaboração voluntária de educadores e simpatizantes. “A proposta seria atender toda a demanda das creches da Associação Douglas Andreani que contabilizam mais de 2.000 crianças em Campinas. Começamos nosso trabalho na creche em 2007 e nos encantamos com a alegria e capacidade das crianças que têm uma educação baseada em formação de caráter e na essência do amor”, comenta Jefferson Ribeiro, maestro assessor do projeto.

“Queremos compartilhar uma tecnologia educacional e social de alto nível para as Ongs e centros culturais locais. Ao mesmo tempo, oferecer para parceiros um produto cultural simples, porém muito rico em valor humano e capacidade de transformação”, lembra Vicente Pironti, presidente da Humaniza.

Para desenvolver projetos como este, a Humaniza conta em 2011 com o apoio da Lei Federal de Incentivo á Cultura (Lei Rouanet) e empresas parceiras, como Grupo São Martinho, Máquina Furlan Ltda e Foz do Brasil, do Grupo Odebrecht.

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