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Projeto social ensina música às crianças do Parque Oziel, em Campinas

As crianças que frequentam a Associação Douglas Andreani no Parque Oziel/Monte Cristo, em Campinas, têm uma atividade especial, além das brincadeiras e aprendizados normais do dia a dia. Elas participam do Projeto Escola Orquestra Inclusiva de Música, que, entre outros profissionais, conta com experientes músicos, produtores e estará formando empreendedores sociais na comunidade. Além de ensinar, a idéia é fortalecer os grupos musicais locais e criar novas perspectivas artísticas e de geração de renda para os moradores.


Os primeiros contatos com a música são feitos por meio de um plano pedagógico baseado em três eixos: ética, com a formação de valores; estética, que engloba a beleza dos projetos de arte e o entendimento, que abrange não somente a parte técnica relacionada à música, mas também outras vertentes, inclusive atividades de matemática, filosofia e meio-ambiente. Os instrumentos utilizados para as apresentações são caseiros, com o uso de materiais recicláveis como latinhas de refrigerantes, papéis e o conceito artístico relacionado diretamente à água. Tudo isso criado pelas crianças em trabalho coletivo com os familiares e adultos da comunidade.

A iniciativa nasceu graças à parceria entre a Associação Douglas Andreani, que administra outras quatro unidades de educação infantil em Campinas, e a Humaniza – Empresa de Desenvolvimento Social -, que possui como princípio de atuação a transformação cultural e a humanização da sociedade para a geração de Desenvolvimento Social. Em Limeira e outras cidades do país, a iniciativa faz história desde 2006. Em Campinas, o projeto já possui outros núcleos em parceria com organizações locais. No bairro Via Norte, por exemplo, o Centro de Dança Integrado (CEDAI), há muitos anos participa de importantes fóruns a convite da Humaniza, como foi o caso do Fórum Nacional dos Direitos Humanos, em 2006.

Na creche Parque Oziel/Monte Cristo o projeto envolve inicialmente 210 crianças, de 5 e 6 anos, que recebem o carinho de profissionais capacitados. O projeto também começa a receber colaboração voluntária de educadores e simpatizantes. “A proposta seria atender toda a demanda das creches da Associação Douglas Andreani que contabilizam mais de 2000 crianças em Campinas. Começamos nosso trabalho na creche em 2007 e nos encantamos com a alegria e capacidade das crianças que têm uma educação baseada em formação de caráter e na essência do amor”, comenta Jefferson Ribeiro, Maestro Assessor do projeto.

A intenção é levar o projeto à comunidade para, quem sabe, descobrir novos talentos com a criação da Empresa Social de Produção Artística Musical, para explorar a aptidão muitas vezes esquecida dentro de cada um. “Queremos compartilhar uma tecnologia educacional e social de alto nível para as ONGS e Centros Culturais locais. Ao mesmo tempo, oferecer para parceiros um produto cultural simples, porém muito rico em valor humano e capacidade de transformação”, lembra Vicente Pironti, presidente da Humaniza. “Existem casos de adultos em situação de rua que se tornaram empreendedores e artistas atuantes dentro da própria Humaniza. Gostaria de replicar estas conquistas em Campinas com o apoio da comunidade local”, completa. Para desenvolver projetos como este, a Humaniza conta em 2011 com o apoio da Lei Federal de Incentivo á Cultura (Lei Rouanet) e empresas parceiras, como Grupo São Martinho, Máquina Furlan Ltda e Foz do Brasil, do Grupo Odebrecht.

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